
Poderá datar do tempo do rei asturiano Afonso III (866-910) uma das intervenções na Sé/igreja de Santa Maria.
Este é o edifício mais misterioso da Idanha e sobre o qual já muito se escreveu. O seu aspeto e planta pouco comum intriga os investigadores e tem dificultado a sua interpretação.
Ao visitarmos este espaço é evidente que não apresenta uma planta normal de templo cristão, mas também não tem uma estrutura de mesquita como chegou a ser sugerido.
Este edifício resulta do encontro e confronto de muitos povos, da mistura de culturas e de ritos. Nele conseguimos encontrar elementos arquitetónicos romanos, como são as enormes colunas que podem ser vistas no seu interior, que pertenciam originalmente ao fórum romano, provavelmente do seu templo principal. Mas também arcos e as naves que nos remetem para o tempo de Afonso III. Tem ainda um altar que lembra um mirhab: espaço destacado numa mesquita com a função de indicar a direção da cidade de Meca.








